28 de mar de 2007

Isto Non Ecsiste

Se tem uma coisa que me irrita neste mundo é o ocultismo. Tudo que é parafernália envolvendo energias, luzes mágicas, ovnis, astrologia, todas as "mancias", adivinhações, previsões, milagres, simpatias... Eu simplesmente abomino. É de minha natureza ser cética. Quem acredita, bom, pode acreditar em amiguinhos invisíveis e planos astrais, fiquem à vontade.

Por que estou dizendo essas coisas? Bom, é que ontem eu cheguei em casa e meu irmão assistia o History Channel, e estava impressionado com um programa que contava a história de Edgar Cayce, um norte-americano famoso por suas "clarividências" durante o início e meados do século XX.

Eu sentei e assisti a toda a baboseira, enquanto fumava meu marlboro. Meu irmão arregalava os olhos e dizia, "meu, olha isso, que bizarro" e eu dizia "rapaz, isso de chama charlatanismo, é bizarro mesmo que alguém acredite nesta montanha de merda". O canal, que teoricamente tem que ter um teor sério, me mostra apenas crentes, e pasmem, entrevistou um sujeito SEM DENTES que afirmava que as previsões do Cayce eram confiáveis. Quem diabos leva a sério as opiniões de um sujeito sem os dentes?

Quem paga para uma senhora (ás vezes sem dentes também) ler cartas e falar sobre o amor? Quem faz simpatia e enfia a calcinha dentro de uma garrafa de perfume e joga no rio?

Uma calcinha só atrai um homem se você MOSTRA a sua calcinha pra ele meu bem!

E a senhora que lê cartas, se dá bem na vida amorosa? Na profissional provavelmente sim, afinal de contas, ganhar um troco pra virar um baralho e falar da vida alheia sempre foi rentável. Menos em jogos de pôquer.

O mais bacana é que os baguás acreditam porque dentre 200 merdas que o psíquico fala, uma "milagrosamente" bate com a realidade. E isso faz dele um ser com um "dom especial".

Não vou convencer ninguém a virar um cético como eu, nem acho que levo minha vida melhor do que os outros porque não acredito em amiguinhos invisíveis e no poder de uma calcinha boiando em água corrente. Talvez no fundo, todo mundo só queria a mesma coisa:

Saber o que diabos fazer com a vida para viver em plenitude. E isso meus amores, é impossível de prever.

"Yo digo qué la bida és una cosa márrica, replecta de alegrrias e tristessas, pero és bálido biber-la. É preciso ecsistir en un plagno mayor. E por pavór, ligue para mí caso precsisse de un empurrón"


PS: Minha mãe agora resolveu ler meu blog. Eu fico feliz com isso, mesmo acreditando que ela possa ficar envergonhada (ou enraivecida) com algumas coisas (em especial este post). Mãe, eu sei que a senhora adora misticismos, budas dourados, incensos de limpeza ambiente, terapias holísticas e tudo mais. Meu amor por você está muito além do além, viu?