18 de out de 2004

Constrangimento alheio

Sábado, estava eu almoçando na casa do meu namorado, quando um terrível acontecimento veio à tona.
O meu cunhado começou a brigar com a namorada, no meio do almoço. Um falando coisas do gênero "Você é um grosso" ou "Você que é fresca e intocável" e eu ali, com uma vontade imensa de enfiar minha cabeça no prato de macarrão de espinafre. Eu olhava para os lados, enchia meu copo de água, e aquela sensação de "pelo amor de Deus vão brigar em uma sala fechada com tratamento acústico e bem longe de mim!". Enfim. Casais brigando do nosso lado nunca foi nem nunca será divertido. A não ser que eles saibam lutar boxe. Aí a gente pode pelo menos apostar uma grana.

Constrangimento Alheio (Parte 2)

Eu fui a uma festa nesta sexta, e devo acrescentar que odeio festas aonde o caminho do banheiro possui uma escadinha. Escada em festa com álcool e salto alto não combinam. Eu nem estava bêbada nem nada, mas enquanto voltava do toalete dei um belo tropeço (o que já é natural em mim, o ato de tropeçar e se esborrachar no chão). Bom, quando tropeçamos temos o reflexo óbvio de nos segurarmos em alguma coisa.
Pois bem, a coisa que encontrei no caminho para me segurar foram as calças de um rapaz. Sim. Eu me segurei nas calças de um cara. E enquanto seguia minha trajetória até o chão, carreguei comigo a calça do sujeito. Mas eu me levantei com muita classe (a parca que me restava) e voltei para a pista de dança. O sujeito ,que eu me lembre só disse "ôpa!".

Constrangimento Quase Alheio ( O Retorno)

Ainda na festa. Banheiro novamente (porra eu tava bebendo né, e banheiro é assim, foi a primeira vez, não tem mais como: você vai voltar lá de meia em meia hora). Estava naquela posição específica feminina, o malabrismo do vaso sanitário, o contorcionismo sobre a privada ou a famosa "como mijar sem encostar nenhuma parte do seu corpo em absolutamente nada". Uma gordinha abre a porta enquanto eu estou lá. A maçaneta veio direto na minha cabeça. Porra. PORRA. Saí de lá berrando com a gordinha, que arregalou os olhos com pavor. Eu devia estar com cara de louca, uma coisa meio "O Iluminado". Não me lembro bem, mas eu acho que ofendi a gordinha dizendo coisas do gênero: "Porra filha, falta de educação né bem?" "Você abre toda porta que vê fechada? Não se pode mais mijar em paz?" "E ainda acertou minha cabeça! Vá a merda!".

Minha sorte foi que a gordinha não era violenta, senão eu teria apanhado.

Constangimento mais que constrangido:

É...eu comprei mais um sapato. Que Deus me acompanhe quando eu for para o inferno, na mesma sala de tortura onde ficará a Imelda Marcos.
Nesta sala é sabido que existem infinitos sapatos maravilhosos, mas nós, ali no purgatório, tivemos nossos pés cortados pelo Lúcifer. Só de imaginar eu sinto lágrimas nos meus olhos.