17 de mai de 2006

Fantasiando

Adoro festas à fantasia. Fui em algumas nesta vida, e devo dizer que me divertia mais colocando a fantasia do que ficando bêbada e caindo dentro de galões cheios de gelo ou derrubando garrafas de whisky.
Momentos desastrosos à parte, lembro de quando me fantasiei de Poison Ivy. Forma semanas preparando a fantasia, perfeita, com folhas de tecido costuradas à mão, botas de salto alto longas e verdes, maquiagem e meus cabelos longos e tingidos de ruivo. Ao chegar na festa as pessoas me chamavam de arbusto em chamas ou fada da flora. Só um gordinho (nerd) adivinhou minha fantasia. Fiquei frustrada, e jurei que nos anos seguintes iria de coisas clichês e não se fala mais nisso.
Então,em outra festa me vesti odalisca e fui atacada por bebuns tarados, um inclusive teve a brilhante idéia de lamber minhas costas e logo depois tomar um chute na virilha e um tapão do segurança. Então, em outro evento, fui de melindrosa. Deu um trabalho enorme arranjar aquela piteira longa e chiquérrima, com o cabelo curto ficou super bacana. Aí tinha a meia arrastão. Que arrastava todo mundo, literalmente, porque a joça grudava em qualquer pessoa que passasse perto de mim, inclusive bêbados tarados. Foi uma noite terrível.
No outro ano fui de militar. Militar sexy, mas casca grossa. Comprei uma metralhadora de plástico, amarrei faixas vermelhas no braço (na testa que não seria né bem, Rambo way, no way), mini saia camuflada, coturnos e tudo mais. A arma chamava muito a atenção dos tarados bebuns que ficavam puxando e me enchendo saco querendo "brincar". Lamentei por não ter comprado uma AK-47 verdadeira.
Então, da última vez que me lembro de estar fantasiada de alguma coisa, foi de punk. Essa foi a fantasia mais fácil porque eu tinha tudo em casa. Mas ficou chato porque "estar fantasiado" de punk é tão cretino quanto se fantasiar de "hippie". O mané junta meia dúzia de coisas que tem em casa e se resolve. Nada elaborado. E eu gosto de luxo. Ui, biba attack!

Aqui,uma fantasia que tenho vontade de usar, mas não tive oportunidade.

E com o devido resPEITO, eu posso me fantasiar de Elvira.