8 de jan de 2007

Terra que dá

Ontem Ariano Suassuna apareceu no Fantástico fazendo suas colocações "muy preciosas" sobre o que é lixo cultural. É praticamente como perguntar para um membro da KKK porque ele não dança um funk.

Vamos relevar que o Sr. Ariano tem 782 anos de idade, e que, segundo a entrevista, para ele a "brasilidade" é manter um regime cultural "baseado em liberdade". Não entendi o que ele quis dizer com isso, já que a palavra "regime" e a "liberdade" são contraditórias, mas prefiro pensar que o sujeito está gagá.

Bonito foi vê-lo dizer que o maior monumento ao lixo no Brasil é uma réplica da Estátua da Liberdade no Rio de Janeiro. Eu concordo que é cafona. Mas ele reforçou dizendo que "não gosta nem da original, quanto mais da réplica". Mas ahn? O que ele tem contra a Estátua da Liberdade original?

O que mais me frustra em brasilidades é a necessidade cega e incontrolável de odiar o que é americano. Engraçado é calcular que os EUA é um dos países que mais contribuíram neste século para as transformações sociais e tecnológicas do mundo. E que se não fosse por eles, você não estaria sentadinho aí lendo este blog. Mas ei, pra quê argumentar? Para o Suassuna, tudo isso é lixo.

Pra ele, o certo é ouvir Villa Lobos e admirar os apóstolos de pedra sabão do Aleijadinho. Porque, pare pra pensar, brasileiro nenhum consegue fazer nada melhor do que isso.
Pois é amigo, aceite sua brasilidade e vá comer calango.