13 de jul de 2007

Na boca do palco

Hoje é o Dia Internacional, Mundial, Interplanetário do grande Rock & Roll. E eu, podia escrever sobre minha fixação por rock, sobre o que eu realmente considero atitude rock e que sim, eu ouço metal farofa e me divirto com isso. Mas não.

Eu gostaria de especificar outra coisa.

Por quê eu nunca seria uma groupie.

Me lembro de uma noite da minha vida em que fui em uma baladinha rock. Cheguei no bar pra pegar uma cerveja e parou um sujeito ao meu lado. Ele exalava um cheiro de urina tão forte que eu nem ouvi o que ele disse. Eu simplesmente olhei pra cara dele com nojinho (clássica tirada) e saí de lá. Minha amiga (que fazia questão inclusive de se auto-denominar groupie), veio correndo, e disse "O que você fez Sarah? Deu um fora em um dos caras do Cachorro Grande? Sua louca!"

Hã? Quê? Meu, o sujeito parecia que tinha se mijado todo, eu lá quero saber de onde ele saiu? Foda-se. Ele fedia, tinha os dentes podres e isso já foi o suficiente pra não chamar minha atenção.

Aí o sujeito forma uma banda. Porra, uma banda existe basicamente pra fazer zona. Rock é zona, é mulher chacoalhando os peitos, é birita pra todos os lados, é fodelança. E eu não recrimino nada, aliás, sou a favor de que os moleques continuem formando bandas para comer menininhas. Essa sempre foi a essência do melhor rock.

Mas, essa essência sobe à cabeça de muito neguinho por aí. E na cabeça de muita mulher também. Eu ouço uma música sobre uma mina e automaticamente me vejo ali dentro. Parece que ele canta pra mim. E a voz do sujeito entra na minha cabeça, ressoa, e eu me apaixono. Pela música.

Aí vem a atitude. O cara lá no palco, movimentos sensuais, ele berra, ele sua. E a mulher vê isso, acha a coisa mais foda do mundo, mesmo que aquele cara cheire como um ralo e pareça ter comido uma caixa de bombinhas 100. E os caras que não estão na banda, que só estão ali pra tomar um goró e dar em cima das mocinhas, não entendem isso muito bem.

Mulher é bicho doido. Homem feio pode fazer sucesso, basta ter uma banda. A pobre embarangada até pode ter uma banda, mas vira ícone subversivo "olha ela é baranga mas lança um discurso feminista contra os padrões da sociedade". Que discurso feminista o cacete. A baranga quer ter groupies também oras. Será que ela consegue? Não sei responder. A vocalista do Yeah Yeah Yeahs é baranga, mas é a coisa "exótica". Deborah Harry é lindíssima. Siouxsie também é bonita. Nico, sem comentários... Enfim, uma baranga bem baranga do rock, tem? E os caras, querem comer?

Deixando meus questionamentos de lado, não vou mentir e dizer que nunca "peguei" cara de banda. Eu estaria mentindo. Mas eram bandas de merda e só resolvi fazer isso porque o cara era bonito, limpo e com os dentes no lugar certo. A banda? Ah que se foda.

Uma vez um desses "namoricos" de banda me perguntou "poxa, você não dançou, não curtiu minha música?" e eu honesta "olha, sua banda é uma porcaria, mas você é bem bonito". Ele riu e agradeceu a sinceridade.

Homens admiráveis são aqueles que seguram a auto estima sozinhos. Não são homens que fedem urina e se acham fodões por terem uma banda. Tenha uma banda, mas saiba ser fodão sem ela.

Mas não negarei. Toda mulher tem um quê de groupie, não necessariamente de rock. Tem groupie de surfista, de jogador de futebol, de escritor e até de blogueiro. O questionamento é saber se a mina gosta do sujeito mesmo ou se gosta de uma situação.

E só pra finalizar o post do dia do rock, um comentário demente servido assim, à parte:



Eu sempre achei que o Eddie Vedder tem cara de brocha.