8 de ago de 2008

O monstro sagrado que não me assusta

Beatles. Tá aí uma coisa que eu não faço questão de ouvir. Antes que você pegue sua motosserra, corte meus membros fora e depois cuspa em cima, eu digo que respeito os meninos ingleses. Mamãe, que foi nos anos 60 uma adolescente muito charmosa e serelepe, tinha todos os álbuns. E ela, eterna fã de John Lennon, colocava Beatles pra eu ouvir quando criança. Eu ouvia. Mas eu também ouvia os discos do Fofão, então, não vamos especificar meu gosto musical aos 4 anos.

O fato é que eu fui ficando adulta e cada vez mais me distanciando dos rapazes de Liverpool. E quanto mais eu conhecia de música, menos eu admirava os Beatles. Veja, eu respeito, mas não ouço. Nem gosto muito. Não tem uma música sequer dos Beatles no meu HD. Eu comprei CD deles, admito. Comprei e dei de presente para minha mãe. Vários. Importados inclusive.

Mas eu aqui, nunca fui fã. Sei cantar algumas, óbvio. Mas Beatles, é aquela coisa.

The Beatles é PUTA chato. Falta dor, falta sangue, falta revolta. Falta Rock ali na alma da banda.

Em 1966 eles lançavam o álbum Revolver (que mamãe tinha em vinil, edição de 1966 mesmo).

Enquanto Beatles cantarolavam Eleanor Rigby (que é uma canção simpática), uma outra banda formada por cinco rapazes ingleses também, fazia algo bem melhor no ano de 1966.

The Sorrows cantando Take a Heart:



A justificativa que li recentemente sobre The Sorrows nunca ter feito muito sucesso (lançaram apenas dois álbuns) foi que "estavam muito à frente de seu tempo".

Beatles? Bah. Depois eles foram correr pelados no jardim, faça me o favor.