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24 de ago. de 2009

Incondicional

Bicho pra mim, principalmente os meus, são uma cura pro mau-humor. Não há coisa melhor ue acordar com minhas cachorrinhas em cima de mim, pedindo carinho (e comida) assim que o sol nasce. Ou quando chego cansada do trabalho ou de viagem, me recebem com uma alegria desesperada. Deitam no meu colo, dormem, roncam, sonham.

Lola Maria em um momento de introspecção


Deborah Harry, em um momento de fofofização

É amor pra todo lado.

No entanto, ter bicho é responsabilidade. Tem que cuidar, alimentar, vacinar. É gasto sim, mas o afeto que recebemos em troca não tem valor de medida.

E vamos lá, responsabilidade é uma coisa que nem todo mundo tem. Descobri que a maioria do animais que vivem na rua, são abandonados por seus donos. Pensa só, centenas de cães recolhidos semanalmente em São Paulo um dia foram animais de estimação. Não entendo o que passa na cabeça de uma pessoa que do nada abre a porta pra rua e fala pro bicho "Vai! E não volta mais!".

Para conscientizar os proprietários de animais sobre Posse Responsável a Prefeitura de São Paulo lançou um projeto ótimo chamado PROBEM, sediado nesse site aqui. Ali, além de dicas e um teste que verifica se você está apto ou não a ter um bicho, o site também tem um espaço de adoção bem bacana.


Lembrando que todos os animais (gatos e cachorros) que estão ali para adoção passam por avaliação comportamental, são vacinados, vermifugados, castrados, registrados com RGA e também microchipados. Ou seja, são saudáveis e prontos pra receber um novo lar.

Entrem, recomendem e passem pra frente. A causa é mais que nobre.

18 de nov. de 2008

Down your throat

Amanhã farei uma endoscopia. Nunca tive medo de agulhas nem nada disso, no entanto, a maioria das pessoas me acalma dizendo "é gostoso". Gostoso que enfiem um cano dentro da sua garganta até o estômago? Que diabos?
Dizem que o efeito da droga que eu receberei na veia é que é gostoso. "Você vai falar umas verdades" me disse um amigo.

O problema é que eu não posso comer nem beber nada por 12 horas. Contando a partir de uma atrás eu já estou com fome. Pra passar o tempo assisti um filme chamado "Delirious" com o Steve Buscemi e Michael Pitt (de Last Days). O filme não é ruim, no começo senti um arzinho Midnight Cowboy: o Michael faz um mendigo que fica amigo do papparazzi pobretã0 interpretado pelo Buscemi.

Depois notei que nào haveria lágrimas porque é uma comédia dramática. Digamos que o filme do meio pro fim desembesta e tem um desfecho absolutamente "vamos fazer as pessoas saírem felizes do cinema". Bleh. Continuei assistindo porque Buscemi sempre me impressiona. Seria um filme de sessão da tarde e talvez vire mesmo em 2016.

Agora estou atrás de "The Heart Is Deceitful Above All Things", baseado no livro da escritora que nunca existiu, J.T LeRoy. Já fiz um post explicando a história de J.T em 2006 mas tô com preguiça de procurar.

O trailer do filme:



Asia Argento, filha de Dario Argento, o fodelão do terror italiano é quem faz o papel da mãe doidona.

Se for um lixo eu vou dormir e acordar pronta pra ficar drogada.

31 de jan. de 2008

Grey Mass

Cheguei a acompanhar um programa na TV que chamava "American Inventor" ou algo assim. Na verdade era um reality show de invenções, onde candidatos iam sendo eliminados até escolherem a melhor invenção de todas que seria patenteada, fabricada e comercializada. E o inventor ganharia um milhão de dólares.

Pelo que me lembro (não tenho certeza) ganhou um sujeito que inventou uma cadeira para crianças, feita para ser instalada no carro, que gira em torno do próprio eixo e protege os pequenos durante um acidente. Parecia um bom invento:



Nunca inventei nada na realidade, apenas adaptei coisas que já existiam, como quando construí um elevador para minhas bonecas, usando roldanas e barbante. Elas subiam e desciam da sacada, uma beleza. Certa vez explodiu um cano no banheiro e eu fiz uma calha de garrafas pet cortadas. Entendam a pobreza, era domingo sete da noite e eu não tinha como chamar um encanador sem pagar uma fortuna...

Agora inventar mesmo uma coisa simples, tirando fora inventos gigantes ou que precisem de conhecimento profundo em engenharia ou química, é muito difícil. Parte-se de um ponto que exista um problema que precise de uma solução simples e teoricamente barata. Eu não sabia, mas o sujeito que inventou aquele escorredor de arroz que todo mundo tem na cozinha, é brasileiro. Uma coisa simples que facilitou a vida de muitas pessoas. Creio que esse tipo de invenção seria algo que pessoas comuns conseguiriam fazer.

A 3M do Brasil, sim aquela empresa que desenvolve centenas de produtos desde fita crepe até medicamentos, lançou um concurso que dá prêmios para quem tem uma idéia de uma invenção.

Depois de julgados, os inventores ganham prêmios, o primeiro lugar ganha um IPod 160GB. Uma boa já que nem protótipo a invenção precisa ter.

Depois que eu li sobre algumas "invenções" colocadas lá, acho que dá pra entrar na competição. Um inscrito inventou um boné que "toca um alarme" quando as pessoas tem "pensamentos impuros". Oh God.

19 de dez. de 2007

Eu, a cachorra e o CPU

Estou trabalhando em casa há um mês. Antes de trabalhar em minha residência eu pensava "imagina que ótimo, ter meus próprios horários! Poderei ir ao banco, ao médico, ao mercado, sem pedir autorização!". É uma grande verdade. Mas é bem verdade que trabalhar em casa enche o saco. Eu tenho prazos para entregar o que me pedem, e gente gritando pelo MSN não é muito melhor que gente gritando na vida real. Emoticons falam comigo agora.

O mais estranho é que eu faço todas as refeições em frente ao computador. Como correndo, meio digitando meio pensando, meio babando nos teclados. Isso eu não fazia antes. Imaginava que em casa eu realmente cozinharia. Não. Não dá.

Minha cadelinha, a pequena schnauzer Debbie Harry, tenta me fazer companhia. Pula no meu colo e não me deixa trabalhar, lambendo minhas mãos, minha cara, meus óculos. Acabo por enxotá-la quase sempre. Coitada.

Como moro em um cruzamento de avenidas muito movimentadas, daqui acompanho o trânsito paulistano que tanto me irritava. Adeus trânsito. Eu só ando a pé agora. Tudo perto de casa, coisas para fazer é que não faltam.

Mas no fim, acabo ficando trancada aqui, trabalhando. E fumando. Muito. Aumentei minha taxa de nicotina em cerca de 60%.

Portanto, eu acho que a gente sempre acha um motivo pra reclamar de trabalho, seja ele qual for e onde for. Veja bem não que eu seja folgada. É apenas uma convenção do ser humano.

12 de dez. de 2007

Analfabetismo lógico

Ontem um rapaz veio aqui em casa montar uma mesa que eu comprei na Etna. Minha mesa do computador provavelmente tem mais de 40 anos, deve ter vindo da Rússia comunista. É um trambolho horrível que meu irmão comprou em uma loja de móveis de escritório usados. Ela já cumpriu seu papel e eu escolhi uma da Etna por acreditar que é uma loja um pouco melhor que as Casas Bahia. Mas ontem tive uma desagradável surpresa ao receber o móvel.

O rapazinho entrou com as caixas, já colocou tudo no chão e pôs-se a montar a tal mesa. Eu estava mais preocupada em tirar tudo que estava na mesa antiga, papéis das gavetas, desconectar o PC e os milhões de fios que ficam atrás dele. Eu nem olhei para o que o rapaz fazia, afinal de contas, ele deve montar uns 30 móveis por dia. Ele acabou em 5 minutos, juntou as ferramentas e falou que estava saindo. Apressado, me deu a nota para assinar e já foi para porta. Eu o conduzi até a saída do prédio e voltei pra dentro de meu apartamento. Foi aí que vi.

A mesa estava uma verdadeira instalação modernista. Toda torta. A tampa da gaveta gira 360º. O tampo de trás está de ponta cabeça. E o gaveiteiro foi instalado do lado errado. Ou seja, ou o rapaz que montou sofre de alguma deficiência mental e foi contratado por piedade. ou ele sonhava em participar da Bienal de arte moderna e nunca conseguiu.

E eu fiquei olhando pra mesa com cara de idiota. Liguei para o SAC e depois de 23 minutos de espera ouvindo uma musiquinha em MIDI, feita para qualquer ser humano desistir do atendimento, uma mocinha apareceu na linha. Quando expliquei pra ela, eu mesma não conseguia parar de rir. Ela pedia para eu descrever o problema e eu dizia "eu não sei como, mas a gaveta gira em torno do próprio eixo. A parte de trás... Minha filha, eu nunca vi isso... Está de ponta cabeça. É, de ponta cabeça... Não, não, não estou exagerando. O quê eu faço com isso? Uso a mesa para entreter meus amigos?"

Para trabalhar com montagem de móveis é preciso entender que existe parte de baixo e parte de cima. No mínimo. É, acho que não é pedir demais.

26 de nov. de 2007

O chamado

Lá estava eu, dando um trato na sala, juntando papéis. Enquanto isso, o computador estava ligado em minha frente. Ao passar por ele tive uma estranha sensação de ser observada. Ao olhar para a tela, me deparei com esta cena:


Meu coração disparou. Por alguns segundos eu me senti em um filme de terror japonês onde uma maldição faz você ver o olho maligno e depois morrer em 5 dias.

Tentei me mexer, sair correndo, mas eu conseguia apenas imaginar de onde aquilo tinha aparecido. E se eu o via, ele me via também. Um sensação de puro pavor.






Dava para notar que o dono destes olhos estava tremendo e sorrindo enquanto olhava pra mim. E eu gritei. Berrei de medo. Foi aí que eu percebi quem era dono desses olhos que apareceram subitamente na minha tela, esse ser macabro e misterioso que me observava com um sorriso no canto da boca:

Elvis Presley!?

I'm all shook up!


É, naquele momento o Elvis voltou do mundo dos mortos pra me assustar.

21 de mai. de 2007

Piadinha Mental

Hoje, por volta das cinco da manhã eu acordei e não dormi mais. E o tempo todo ali deitada na cama, uma música ficava tocando em loop dentro da minha cabeça. Me vi obrigada a levantar da cama, vagar pela casa, fumar um cigarro, beber água, sentar no sofá e olhar a rua, enquanto a canção tocava só para mim.


Lá fora o dia começava em São Paulo. O sol nasce bem na direção de minha janela, logo atrás do parque Ibirapuera. Os ônibus passam, o povo passa. E a música que nada tinha a ver com aquilo rodava em repeat entre meus neurônios.


Eu ouvia, na voz de Serge Gainsbourg e Jane Birkin:


Soixant'neuf année érotique

Soixant'neuf année érotique...


Creio ser um bom início de dia, apesar de não estarmos em 1969. Nem o fato de eu não viver Paris.

10 de abr. de 2007

Mulherândia

A China planeja criar a primeira "Cidade das Mulheres",no distrito de Shangquiao, onde as mulheres tomarão todas as decisões e homens desobedientes serão punidos.

Li Jigang, diretor responsável pelo setor de turismo em Shangquiao afirma:

" O lugar se tornará um ótimo destino para quem busca relaxar (...) Em qualuqer grupo de turistas que entrar nesta cidade, somente as mulheres tomarão as decisões sobre o passeio, como e onde comprar, comer ou o itinerário (...) Haverá punições de acordo com as leis da cidade, que estipularão como serão aos castigos aos homens. Um desobediente deverá ajoelhar-se na madeira ou simplesmente lavar os pratos em um restaurante"


Peraí, um lugar onde as mulheres tomam as decisões sobre as coisas, e se os homens desobedecem, são punidos?

TÕ CHOCADA! Onde é que esse mundo vai parar?

Agora vão me dizer que o leite vêm das vacas? É isso?

14 de fev. de 2007

Eu vou chamar o síndico

Todo os dias meu vizinho do andar de cima tem surtos escandalosos. Briga com a namorada, que eu sei (devido aos berros) que se chama Karina e é ciumenta. Ele grita ferozmente, repito, TODOS OS DIAS, que ela está acabando com a vida dele. Eu não ouço a voz dela retrucar, geralmente, então presumo que ele berra ao telefone. E faz isso alto o suficiente para que todo o prédio ouça como a mulher faz dele um miserável.

Sabe, eu não vejo a hora de tomar coragem e gritar "ô amigo, chuta logo essa vagabunda e pare de escândalo". Ontem a namorada estava no apartamento dele. Como eu sei? Oras, eram mais de meia noite quando ouvi alguém bater no chão sem parar, como se estivesse correndo, ou dançando lambada ou simplesmente tendo um ataque epiléptico. Pensei "puta, o cara tá matando a mulher com uma marreta! Bom, bem-feito, pelo menos essa merda de baixaria acaba". Mas não. A mulher berrava e se debatia no chão, enquanto desferia, com voz de choro "diz que me ama, diz que me ama". Ridículo né minha zenti?

Ele quer que todo mundo saiba que a vida dele é uma merda? Que a voz dele é parecida com a de um locutor de rádio de Sapopemba que bebeu muita pinga? Que o prédio note que o vocabulário dele para gritar com a namorada é composto de 5 palavras que se intercalam, como "sucessivamente", "acabar", "vida", "insuportável", "acusações" e "chega"? Na boa, é tão vulgar e medíocre que dá vontade de subir lá e falar "amigo, olha, pega esse livro do Willian Blake e aprenda a falar mal da sua vida e miséria humana com um pouco mais de classe, pelo menos eu ficaria entretida"

Se isso continuar, vou tocar a campainha dele, de pijamas, com minha cachorrinha no colo e dizer "Quando é que você vai tomar vergonha na cara e parar com essa novelinha de quinta hein? Tô afim de sentar no meu sofá, tomar a minha cerveja e esquecer do mundo. Com você gritando feito porco no abate, tá um tanto quanto difícil".

Também admito que tenho o desejo contido de ver o corpo do imbecil voando pela janela.Tipo, ele se matou de desgosto porque a Karina o levou a isso. Uma panaca desse precisa se jogar para um vôo com direção ao limbo, urgente.

Homem quando quer, meu bem, é pior que mulher pra dar baixaria.