24 de fev. de 2006

Parasita

O que Lula disse para Bono Vox na Granja do Torto:

-Obrigado por ter comparefido aqui no meu cafofinho. Efpero que gofte de picanha. Eu adoro o bacalhau irlandês. A Irlanda é um paíf muito bonito. Mariza minha efpova, traga aquela cachacinha pra eu fervir pra visita. Bono, feu nome é diferente. Você é descendente de irlandefes mefmo? Deife-me colocar efe broche de estrela em você. Iffo, agora vamos posar para as fotof no jardim.

O que a "Katiússe" disse para Bono Vox, enquanto ficava úmida no palco:

-... ... ... ... .... (?) ... ... ... .... ... ! smack!

O que Carlinhos Brown disse para Bono no jantar de Gil

- A idiossincrasia cosmopolita de nada é válida na inércia criativa porque é monocultural. É preciso aumentar os decretos concretos, para apaziguar os sentidos compostos por emoções intrínsecas ao ser humano, enquanto pessoa humana. Eu sou essa massa de idéias, pronta para eclodir e trazer a cataclização do todo. (aí alguém cuctuca o Brown "Carlin, o Bono não fala português!" - o baiano se frustra "como é que eu vou repetir tudo, esse pensamento maravilhoso em inglês? - Tô cagado!")

E finalmente (essa não é uma suposição);

O que Bono gritou em Salvador:

- Chupa toda!

Isso sim é causar uma ótima impressão.

22 de fev. de 2006

Zip Drive

Às vezes me pego lembrando de alguma coisa que aconteceu há muito tempo. Quando digo muito tempo, quero dizer quando eu tinha uns quatro ou cinco anos, ou seja, há vinte anos atrás. O engraçado é que são coisas meio sem graça, nada importantes.

Drive 1 - Estou deitada, no chão, em cima de uma almofada vermelha de crochê (minha avó tinha mania de fazer crochê e minha mãe entupia a casa com colchas , toalhinhas, barrados...). Começo a escorregar com a almofada pelo corredor, pra cima e para baixo, olhando para o teto, usando meus pés como impulso. Imagino que sou um polvo no fundo do mar e que o teto, é na realidade a superfície onde vivem as pessoas. Eu estou debaixo d'água, com baleias azuis, peixes e estrelas do mar. Até bater a cabeça na porta. Aí eu volto pro mundo real. E chamo a empregada: "Buáaaaa! Tá com galo?"

Drive 2 - Me lembro de acordar domingo bem cedo, umas seis da manhã. Minha mãe, natureba, não deixava a gente tomar refrigerante quando quiséssemos. Tinha hora pra isso. Então, se eu acordasse às seis da manhã em um domingo e invadisse a geladeira, poderia beber um pouquinho sem levar bronca de ninguém. Lá fui eu sorrateira pelo corredor, me esgueirando atrás do armário. Ao chegar na geladeira, o coração batia rápido. Que gostoso, vou tomar guaraná! Abri a porta devagarzinho. Lá estava a garrafa verde e reluzente. Era só pegar. Mas, antigamente, as garrafas eram de vidro. E com a minha força de 4 anos eu não consegui levantar a garrafa. Ela mal se mexia. Voltei pra cama frustrada, sem guaraná.

Drive 3 - Eu estava no clube, sentada no parquinho. Comecei a fazer uma montanha de areia. Aí pensei que se eu cavasse um buraco bem fundo, eu encontraria um tesouro. Não qualquer tesouro, mas um tesouro digno de um clube, com maiôs, bóias e bolsas plásticas. Tudo antigo, quem sabe da época das pirâmides! Como seriam as bóias daquela época? Fiquei empolgada e continuei cavando. Fiz um buracão enorme (okay, na época devia ter 30cm de profundidade, mas eu media um metro, então ERA ENORME!) Mas formigas atacaram meu pé. E doía, doía muito. Saí correndo para minha mãe, que me levou na enfermaria. Na correria deixei meu chinelinho no parquinho. Queria buscar. Mas quando voltei não estava mais lá. Dei um escândalo e fiz minha mãe procurar. Não adiantava, tinha sumido. Depois, todas as vezes que voltei ao clube eu cavava um buraco imaginando que meu chinelo estaria lá, enterrado, junto com os tesouros de um clube bizantino.

20 de fev. de 2006

Pop Quiz with Gin Fizz:

Recebi esse hoje. Nunca respondi essas merdas na minha vida. Um dia a gente sucumbe. Só que eu vou justificar algumas respostas.

01. [Qual sua palavra preferida?]
Âmbar. Me lembra um entardecer, um céu alaranjado.

02. [Qual a palavra de que menos gosta?]
Piti. "Você tá dando piti menina!" Ouvi isso tantas vezes na vida... Peguei asco.

03. [O que te excita criativa, espiritual ou emocionalmente?]
Pura e simples diversão.

04. [O que te tira o tesão?]
Coisas tediosas.

05. [Qual seu palavrão preferido?]
Caralho.

06. [Qual som ou barulho você ama?]
Amo Chet Baker. A voz e o trompete.

07. [Qual som ou barulho você odeia?]
Criança fazendo birra e mulher escandalosa. Geralmente mães escandalosas são responsáveis por crianças birrentas.

08. [Qual outra profissão você gostaria de tentar?]
Pianista. Acho lindo, lindo, lindo.

09. [Qual profissão você não gostaria de ter?]
Funcionária Pública.

10. [Se o Céu existe o que você gostaria de ouvir de Deus ao chegar?]
Querida, acho que você errou o andar. O elevador pra baixo é logo ali, faiz o favor.

17 de fev. de 2006

Video killed the radio star
Estamos às vésperas de um grande fim de semana no Brasil. Existe uma aura de sexo,drogas e rock and roll pairando sobre São paulo e Rio. Lá vem eles, estão aí, os irlandeses politicamente corretos e os tiozões caquéticos, mas não menos rebolativos, Rolling Stones.
Corrigindo, tire a parte de sexo e drogas no caso do "Você Também" aka U2 (trocadilho infeliz, desculpem). Afinal, eles gostam mais do Kofi Anaan do que de groupies. What are you gonna do?
Não vou a nenhum dos shows. Porque...
Minha relação com o U2 é a mais básica de um ser humano comum que gosta de música. Sei quem são, conheço a história. Mas, nunca comprei um disco, nunca gravei uma fita, nunca possuí um cd, não há nenhuma música deles em meu conjunto de amados Mp3. Assim, se eu estiver em uma sala, e colocarem U2 pra tocar, eu não vou dar cabeçadas no chão até cuspir sangue (coisa que faria se fosse obrigada a ouvir Legião Urbana). Se tocar U2, eu ouço, não reclamo. Absolutamente indiferente. Se o Bono sentar ao meu lado agora, não vou mexer um músculo sequer. Talvez darei um singelo sorriso de "olá, como vai?". Mas não direi "cara, você é foda". Isso eu diria para o Prince, caso o encontrasse ali na padaria. Porque o Prince inovou muita coisa na música. Mais do que o U2. Ah, não quero discutir isso agora... Nem nunca. Não sinto vontade alguma de discutir a produção musical dos irlandeses nessa encarnação.
Vamos aos Rolling Stones? Não. Show de graça. Praia de Copacabana. Rio de Janeiro. Infelizmente a lista de contras CONSEGUE ultrapassar meu respeito e vontade de ver a banda. Não´dá meus amigos, não dá. Se há algo que eu não suporte neste planeta é muvuca. Pior: Muvuca de brasileiros sem noção. Imaginem a boçalidade daquelas pessoas. Não tenho nem o que dizer sobre isso. Vai, me chamem de elitista, patricinha, preconceituosa. Na hora em que começarem a bater carteiras e cagarem no mar ( e na areia) venham dizer que eu sou fresca. Quando sentir vontade de ir ao banheiro, contente-se em urinar em si mesmo. A NAÕ SER QUE você vai ficar alojado em um apartamento em frente ao palco. Parabéns! Que coisa mais fantástica. Meus intestinos se contorcem de tanta inveja. Aproveite por mim.
Enquanto Boninho e Jagger estiverem se esgoelando para a multidão descontrolada (afinal, um concerto de rock é um concerto de rock) eu estarei em casa, com uma lata de cerveja na mão, só de calcinha cantarolando...
I’ve been holding out so long
I’ve been sleeping all alone
Lord I miss you
I’ve been hanging on the phone
I’ve been sleeping all alone
I want to kiss you
Oooh oooh oooh oooh oooh oooh ooohOooh oooh oooh oooh oooh oooh ooohOooh oooh oooh
Bons shows a todos.

14 de fev. de 2006

Jackie O Sunglasses

Pergunta:

Porque Dona Marisa Letícia, nossa Primeira Dama, nunca dá entrevistas?

a) Ela não pode revelar que fala "affim" como o "efposo".

b) Ela não consegue falar e segurar a bolsa ao mesmo tempo.

c) Se ela abrir a boca, 400 quilos de farinha de mandioca pulam para fora.

d) Ela só sabe falar italiano. Ganhou a cidadania "de sangue".


Calma, ela deve se sentir orgulhosa. É a única primeira-dama brasileira no Wikipedia.


Se bem que o Stay-Puft Marshmallow Man também está lá.

13 de fev. de 2006

Feathers in arms

Cheguei a uma conclusão muito séria sobre o Brasil e o Carnaval:

Para estar "encaixado" no contexto carnavalesco da melhor maneira possível, basta usar penas. Todo brasileiro deve "zoomorficar-se" e virar uma ave. Qualquer tipo está valendo.

O que me intriga: Seria um resquício dos cocares indígenas ou uma forma indireta de dizer "todos brasileiros possuem cérebro de passarinho"?

Depois de ouvir uma letra de samba enredo, a resposta fica bem clara.

10 de fev. de 2006

Churros!Churros!


De manhã, durante minha breve espera pelo trem, uma pequena caixa de som supostamente alegrava o ambiente gélido (oh, ohm, cof) da plataforma. Eu comecei a ouvir palavras cretinas. Palavras além da cretinice. Palavras ditas por Dejavãaa açaí guardiã imã.

Te Devoro
A qualquer preço porque te ignoro ou te conheço
quando chove ou quando faz frio

Te devoro porque te ignoro? Ou porque te conheço? Porque não tem preço? É de graça?
Conclusão: É de graça te devorar no frio ou nos dias de chuva. Entendi. Nos outros ensolarados e quentes, não sai por menos de "deiz reá".

Noutro plano te devoraria tal Caetano
A Leonardo di Caprio

Uma das piores coisas que inventaram nesse mundo foi Caetano. Depois veio o Gil e verbalizou a merda com seu "caetanizar". Aí me chega o Dejavã querendo devorar Caê. E de sobremesa um pudinzinho de Leo Di Caprio. Agora visualize a cena. Dejavã, Caê e Leo rolando pelo chão, nus. Não esqueça de que eles estão em "outro plano". Uma outra dimensão. A dimensão do terror puro e completo.

é um milagre... Tudo que Deus criou pensando em você
Fez a Via-Láctea, fez os dinossauros

Se Dejavã canta para uma pessoa (pessoa? Ele pode estar cantando para um açaí), que "Deus fez os dinossauros pensando em você" soa meio estranho. Ele quis dizer: "seus bracinhos esquisitos e curtos parecem patinhas de tiranossauro"? "Seu cérebro pequeno e não-funcional irá extinguí-lo da face da Terra" "Você é antiquado, tipo assim, parece que veio da Era Mesozóica. Se liga!". E que fique claro: Isso é um milagre, três pontinhos.

...






Isso, é Dejavã meus amigos.

9 de fev. de 2006

A lei do aço

Ontem cheguei do trabalho, comprei algumas latinhas de Bohemia, coxinhas de padaria e, sentada em frente à TV, me deleitei com o DVD de Conan o Bárbaro. Depois de me esbaldar com frituras, álcool e a má interpretação de chuazenéga, olhei para minha figura: Será que uma mulher deveria estar fazendo isso?
Digo, ahm, porque eu não estava tomando vinho tinto, comendo torradinhas e assistindo "As Horas"?
Bom, pelo menos eu uso salto alto, saia e passo maquiagem todos os dias ao acordar.

7 de fev. de 2006

Fish are jumpy and the cotton is high

Nesse calorão que está São Paulo o que mais ouço é "ai queria estar na praia". Todo mundo queria estar na praia. Já eu, me visualizo em Amsterdam sentada em um charmoso café lendo um livro, naqueles dias frios e chuvosos típicos da cidade. Qual seria meu problema? Nenhum, eu basicamente não sou fã de praia.
Nunca tive o hábito de ir à praia. Nas férias, para minha família não era hábito viajar, e quando o fazia, nunca era em direção ao mar. Acho que durante minha existência só viajei para a praia 5 vezes. Não vou dizer que as viagens foram ruins, mas... Não é uma coisa que me traz lindas lembranças.
O fato é que tenho nojo do mar. Entendam, ali naquela "sopa" se concentram peixes apodrecidos, toneladas de merda de baleia, esgoto e sei lá o quê. A última vez que fui para uma praia, ao "tentar" vencer o meu nojo coloquei os pés até os calcanhares na água, e para minha grande surpresa um puta de um saco plástico ficou preso nas minhas pernas. Eu dei um berro, corri para longe e durante os 4 dias que fiquei lá, não me aproximei mais do oceano. Outra coisa é meu pavor. Isso, sempre acho que o mar vai me arrastar para o fundo. Toda vez que eu entro naquele sopão marítimo tenho a impressão que o troço está querendo me matar.
E tem a areia. Areia que entra em cada fresta e oríficios do seu corpo que nem você sabia que existiam. Fica grudada, não sai, e meu... É sujo. Todo mundo esfrega o pézão ali, aquilo é um antro de coliformes fecais cristalizados e fungos de várias espécies.
Areia, como eu já disse uma vez, só em obra.
E o sol. Sol eu reconheço, é muito necessário para o pleno funcionamento do planeta Terra. Não odeio o Sol. Só não gosto que ele derreta diretamente meus miolos. Que frite todas as camadas cutâneas do meu corpo. Aquela sensação "estufa" que ele causa é terrível. Comigo, só na sombra.
Se você me convidar para ir à praia, não vou recusar. Se for barato eu até vou. Mas vou ficar sentada no quiosque, de preferência em um que não fique localizado "sobre" a areia, embaixo de uma sombra, de óculos bem escuros. Tomando cerveja e comendo camarão. Olhando o mar. Olhar o mar para mim é interessante porque gosto da idéia de estar na beirada do continente. Se eu pudesse, teria um Ipod para não ser obrigada a ouvir caiçara vendendo porcaria ou aqueles odiosos axés vindos de auto-falantes para velhas gordas fazerem aulinhas de aeróbica na areia.
Ah, não me pergunte se eu quero dar uma volta. Não quero. Não suporto andar na beira da praia. Não sou exatamente uma mulher que gosta de ter a bunda "checada" a cada 2 metros. Primeiramente porque não tenho bunda. E não sou "bronzeadinha". Não tenho aquele "bronze saudável". Fico vermelha feito vela de oferenda à Oxum. Aliás, eu fico a cara da pomba-gira se não passar protetor fator 900. E para se ir à praia tem todos aquelas coisas... chamadas "roupinhas de praia". Com estampas de flores, gaivotas e coqueiros. Fibras naturais. Chinelinhos. Bolsas de palha. Chapeuzinhos e derivados. Essa modinha definitivamente não é para mim.
Calma, não sou uma pessoa terrível por causa disso! Eu gosto do som do mar. Gosto da praia à noite. E acho a natureza supeeeeer bacana. É sério. Só não curto toda aquela coisa de "uhúuuu praiaaaaa". Prefiro ficar mais quieta.
Agora com esse calorque está hoje... O que eu não daria para estar em um café lá em Amsterdam...
(é café, não coffee shop, para os maloqueiros presentes. Esses aliás, adoram praias também...)

6 de fev. de 2006

Sleepless

São 2 e meia da manhã. Eu deito na cama. Preciso dormir e estar descansada ao acordar cedo para ir trabalhar. Mas uma coisa me intriga no momento em que encosto minha cabeça no travesseiro: Não me lembro do formato da pata do hipopótamo. Seria parecida com a do elefante? Ele tem joelhos? Unhas? E como dorme um hipopótamo? Eles são engraçadinhos quando filhotes. Lembro do desenho da Hanna Barbera onde tinha um hipopótamo vestido com roupa de Safari e era rosa. Ele era rosa? Tinha um leopardo rosa na Hanna Barbera também... Creio que o hipopótamo então era roxo. Isso, ele era roxo e usava um lenço vermelho amarrado no pescoço. E tinha um caso com o leopardo gay. Não? A Lula Lelé era roxa. Que cor era a porra do hipopótamo? A cor natural de um hipopótamo é marrom. Ou cinza? Poderia ser cinza. Os rinocerontes são cinzas. A Hanna Barbera não fez rinocerontes. Nem girafas. Ou fez? Não... Não fez. Que horas serão agora? Preciso dormir. Tinha o Wally Gator. E usava um chapéu. Mania estranha de colocar acessórios em animais. Echarpes, óculos escuros, gravatas borboletas, chapéus. Coisas da Hanna Barbera e sua bizarra fábrica de desenhos. Talvez animais não pareçam estar pelados se colocarmos um par de meias nele. Mas porque me lembrei o Wally Gator? Ele usava chapéu gravata e se não me engano, aquele negócio de punhos de camisa. Mas não usava camisa. Por quê usar as munhequeiras da camisa e não usar a camisa? E ainda gravata? Estranho. O Patolino andava pelado. O Pernalonga também. O Tom e o Jerry. Todos pelados. Mas isso não me incomodava. Eles já não são realistas. Nunca vi um gato com um nariz vermelho em formato e bola igual o Frajola. Bobagem colocar roupa em bichos. O Pica Pau andava pelado, mas o Leôncio não. Ele também é um bicho oras. Isso não tem lógica nenhuma. Eu nunca gostei do Pica Pau. Mas assistia todos os dias. Talvez porque eu esperava que no próximo episódio ele ia morrer. Um dia, quem sabe, esse passarinho retardado morre. Não morreu. Que horas são? Não sei se consigo dormir. Maldição preciso acordar cedo para pegar o busão. Meu braço está enformigando. Enformigar: a sensação de formigas andando na parte afetada pelo enformigamento. Será que existe essa expressão em outras línguas? Ants. My arm is anterized. Que idiota. Haha. Fome. Maldita hora para sentir fome. Vontade de comer cookies. Não. Um cheese bacon egg. A essa hora? Amanhã eu como um cheese bacon egg na padaria. Com maionese. Porquê meu cérebro não dá um tempo e me deixa dormir? Preciso dormir. Quanto tempo já passou?
Fiz isso por mais 4 horas. Até que o despertador tocou e eu fui pegar o busão. O cérebro deveria ter um botão para desligar, ou simplesmente obedecer a ordem simples de "cale a boca".

2 de fev. de 2006

Kibe Cru

Venham, venham amiguinhos hippies chineludos. Venham politicamente corretos pregadores da liberdade de escolha. Venham aqueles que sentem que é obrigação aceitar qualquer merda que se entitule "cultura". Sorriam aqueles que condenam Bush, e que ainda acham que o cowboy americano está lá na terrinha dos barbudos de turbante por causa de petróleo. Venham amiguinhos, entrem aqui e sorriam.

Exaltem toda beleza da cultura islâmica.

Mandem beijinhos para Maomé e não comam bacalhau dinamarquês.

1 de fev. de 2006

Calling Hugo

Você se lembra de ter folheado revistas ou livros antigos, das décadas de 60 e 70, na casa da sua avó, da sua tia, quem sabe até de sua mãe e visto coisas do gênero "caralho como as pessoas usavam isso?". Mas o pior de tudo é ver as fotos das seções "receitas". Sua pergunta "mas as pessoas realmente comiam ISSO?" Pois é, nada é mais assustador do que fotos antigas de comida. Havia algo de muito errado, distorcido, quiçá alienígena naquelas pratos gosmentos, gelatinosos, oleosos ao extremo e estranhamente incomíveis. Mas eles estavam lá. E um cara muito doido, nesse universo de gente maluca, criou um site onde sua especialidade é julgar fotos, anúncios e reportagens antigas de acordo com o nível de tosqueira presentes (muito condizente com a mentalidade kitch das pessoas da época), fazendo textos engraçadíssimos. Nada que você já não tenha pensado antes, mas que nunca se deu ao trabalho de fazer.

Pois bem, colocarei aqui uma pequena amostra (traduzida por mim, portanto contentem-se com isso caso não entendam inglês. Se entenderem vão até o final do post que o link para o site do sujeito está lá)
Eu gosto de carne. Ou, pelo menos, gostava. Este livro em particular - um volume inócuo, ensopado com os sucos de algo cozinhado há muito tempo, com uma fragrância fraca de respingos e gordura. – é um dos tomos mais alarmantes e ofensivos na coleção de nossa Galeria. Eu hesitei em começar o site com ele; um número considerável de visitantes podem jurar nunca mais comprar nenhum de meus livros, sem contar a Galeria. Falo sério.

Mas nós também podemos começar com a atrocidade mais gratuita. Então vamos ser como o Chef certinho abaixo (há uma ilustração nesta parte) – enrole suas mangas, abotoe seus punhos, feche sua camisa até o queixo e se prepare para a Carne. Porque a Carne está pronta para você.










Um dos cortes mais populares: Bloco pressionado, refogado em catarro de fumante. Podem haver algumas tentativas antes que o tio Hank cuspa molho especial suficiente, então seja paciente.

AVISO: Comer as cenouras ou a salsinha causará o recuamento de seus testículos para suas cavidades corporais. Nem pense nisso. Coma a CARNE.




Gostou? Bom, existem milhares de itens analisados pela grande galeria, como anúncios em um catálogo indiano, dicas de decoração hippie e se você for sortudo, encontrará o livro mais aburdamente imbecil já publicado na face da Terra, algo que envolve viagens lisérgicas e aviões de papel.

Vá lá e divirta-se.