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23 de jan. de 2008

Saturday Night

Um dos meus sketches favoritos do SNL.

Com Eddie Murphy, quando ele ainda era engraçado e não precisava de roupas de espuma pra compor um personagem...


"kill The White People" - Funny bloopers are a click away

Muito bom.

2 de set. de 2007

Originalidade Brasileira

Sabe quando você ouve aquela versão tosca da música já pentelha "I can't take my eyes off you" com a Ana Carolina berrando "Eu não sei paráaaar de te olháaaaaarrrr"em algum lugar , e pensa "cacete, certas coisas não precisam de versão brasileira".

Pois é, agora leiam isso:

"A investigação da estranha morte de um especialista em arte barroca desencadeia uma trama surpreendente, que entrelaça suspense, arte, erudição, história e um alucinante mergulho em mistérios jamais imaginados. O morto era diretor do instituto do Patrimônio Histórico Nacional(IPHAN), e seu corpo foi encontrado no interior da famosa Igreja da Sé de Mariana, em Minas Gerais. Pouco antes ele havia telefonado para um amigo dizendo ter feito uma descoberta que iria revolucionar a história da arte".


Qualquer semelhança com o Código DaVinci, não é mera coincidência.

Esta é a sipnose de um livro chamado "O Código Aleijadinho" de Leandro Muller, lançado em 2006. Muitos sites de literatura anunciam a pataquada nacionalista como "coragem de abrasileirar com muito bom humor o livro de Dan Brown".

Leandro Muller

Ei, você quer escrever um livro ficcional, que entretenha as pessoas e ao mesmo tempo ensine um pouco sobre arte nacional? QUE TAL USAR UM POUCO DE SUA PRÓPRIA CRIATIVIDADE HEIN?

Ser original, criativo, inovador, sabe?

Porque é disso que os bons escritores são feitos. Eles "criam" coisas novas. Soa muito difícil pra você?

Então vá escrever manuais de eletrodomésticos.


Capa de "Ratatoing" a versão brasileira de Ratatouille, feita pela Vídeo Brinquedo. Não, não tem nenhum direito autoral nesse rip off descarado e malfeito, engana trouxa ao melhor jeitinho brasileiro.

Atualização do post: Troquei a foto do autor porque na net nunca se tem certeza de nada e nesta aí que eu encontrei, ele está segurando o tal do livro, então é garantia de ser o cara mesmo.


3 de ago. de 2007

Toca aê

Sexta geralmente é dia de alegria. Por isso, vou dividir com com vocês o que tem me feito alegre nos últimos dias, tocando no meus fones e me fazendo bater o pé no chão. Os links para os vídeos estão aí, é só clicar em cima dos nomes. Não coloquei os vídeos diretamente porque as porcarias dos links youtube não me obedecem.


Rafaella Carrà - Rumore: Rafaella é a diva disco da Itália. Famosíssima não somente na terra do ossobuco, mas também na Alemanha, Espanha e vários outros países. Nos anos setenta gravou vários hits disco, fez regravações e inclusive cantou com o Boney M (do Daddy Cool). Mesmo que você ache ultra-biba-demais pra você ouvir, saiba que Carrà virou ícone cult por lá. Hoje ela é uma espécie de Hebe na TV italiana. Ainda canta e dança, e já beira os quase setenta anos de idade, mas continua enxuta. Assista o clip, é cafona, é terrívelmente brega, mas a música é foda e, confiram, a Madonna copiou ela horrores. E no final tem uma aparição especial do Rrrrúlio Iglesias! Luxo total.



Cassius: The Sound of Violence: Não consigo parar de ouvir essa música. Eu ponho no repeat e mando brasa. Para quem não é fã de música eletrônica, recomendo mesmo assim, não é aquela coisa "tum tum tum" viu? O clip é bem bacana também. O duo de house francês está na minha lista de favoritos. Os franceses sabem fazer house music, vide Daft Punk. Se você acha que não conhece Cassius, é só lembrar da canção "Feeling For You" que foi o hit do primeiro álbum deles.




Jeans Team - Oh Bauer: Quarteto de electro Alemão(??? Eles dizem que fazem um tipo de nova música popular eletrônica, mas odeio rotular as coisas) . Música bem dançante, com batidas secas e distorcidas e samplers insperados. A banda existe desde 95, mas eu fui conhecer só essa semana. De qualquer maneira, gostei bastante e já baixei o álbum Musik von Oben. Adorei.






Espero que gostem das músicas. Uma ótima sexta a todos!

2 de ago. de 2007

Qual é o seu segredo?

Ontem me envolvi em uma grande discussão em um bar. O motivo? Bom, como toda discussão que eu me enfio, é um tema polêmico.

Eu sou cética. Não acredito nas forças do bem e do mal, nas energias do pensamento positivo, nas fases da lua e a influência que isso tem no meu cabelo... No quê eu acredito então? Na ciência, na história, na lógica e na razão. Por eu ser assim, eu tenho problemas em levar a sério quem acredita nessas coisas. Eu até levo (poxa, minha mãe é uma das pessoas mais "místicas" do mundo e eu amo aquela doida), mas sempre de rabo de olho ou simplesmente tentando não levar essa idéia em conta. Não sei se sou melhor que as pessoas que acreditam nessas coisas.

A questão na mesa era o tal livro-que-virou-filme de auto-ajuda "O segredo". Não suporto auto-ajuda. Acho que uma pessoa aprende muito mais a entender a vida lendo Borges do que um monte de baboseira no estilo "confie em si mesmo".

Esse filme/livro é mais uma palhaçada para arrancar dinheiro de gente que é incapaz de raciocinar por si mesma. O mundo literário gira em torno desses fenômenos de auto-ajuda, e de tempos em tempos, aparece uma edição nova de alguma idéia rasa sobre o ser hamano e a felicidade. Com frases de efeito tipo "você consegue!" ou "depende só de você".

O problema do "O Segredo" é que ele mistura um monte de informações desconexas sobre física quântica e as leis da natureza para parecer sério e distante do misticismo para o qual tanta gente também torce o nariz. Só que as pessoas que dão declarações no filme por exemplo levam em suas costas os cargos de "visionário", "filósofo", "metafísico"... Ou seja, nenhuma pessoa reconhecida intelectualmente, com formação técnica ou reputação consideravelmente séria.

Veja bem, descrever a vida de importantes nomes na história, como Abraham Lincon, que teoricamente sabiam o tal segredo como base é ridículo. Assim como é ridículo afirmar que "homens malvados vestidos de preto não querem que você saiba o segredo!".

Peraí, metafísica e teoria da conspiração? Isso me cheira a incenso de patchouli.

O que é o segredo? É a idéia de "mentalize e terás". Visualize-se rico e serás rico. Imagine que o amor virá, e ele vem. Faça força. É só querer. Quem quer consegue, porque o universo e suas leis da física(????) mágica e estrelada vão trazer-lhe toda a alegria e felicidade do mundo.

Você não está gordo porque se entope de derivados de porco. Está gordo porque se vê gordo. Você não é um merda no trabalho porque é incompetente. É que você se vê como uma merda. Uau. É uma idéia sensacional. Deviam mostrar esse filme para todos os famintos, deprimidos e instatisfeitos no mundo. Tudo o que aquele tiozão na esquina quer é um copo de cachaça. Se ele vier me pedir dinheiro hoje, vou olhar pra ele e dizer, enquanto seguro em suas mãos encardidas:

- Vem cá, vou te revelar "o segredo": Pense na cachacinha, pense, pense, feche os olhos, vejas-se tomando a àgua que passarinho num bebe meu amigo. Monte a imagem da garrafa de 51 na sua cabeça! Em breve a garrafa se materializará. Esse é o segredo da felicidade!

E o medigo me diz:

- Mas eu visualizei uma nota de "um réau" agora há pouco. E ela vinha de suas mãos. Vamos concretizar meu pensamento?


Pois aí está o seu segredo.


"Minha vida mudou gente! Agora o universo conspira a meu favor! É fantástico!"

1 de jul. de 2007

Podcastando

E finalmente consegui! Depois de passar o fim de semana parecendo uma bocó, regada a cerveja barata e muito Microsoft XP, eu consegui montar meu podcast!

Assim, foi o primeiro, espero que gostem. Depois de ler as sugestões de vocês, meus leitores (obrigada!), eu coloco, inédito na web brasileira:

O PRIMEIRO PODCAST DO DEMÊNCIAS A PARTE!

Clique aqui para ouvir!

Vai abrir um link aí você clica em "Play".

Fiz para vocês. Como sempre, espero que renda boas risadas.

Passem por lá. E depois comentem. Sim, ao final, vocês saberão qual é minha voz. E saberão também que eu não tenho vergonha alguma de ser idiota. Ou um pouco, quem sabe.

29 de jun. de 2007

On Air

Ontem passei horas, repito, horas, tentando fazer um podcast. Baixei um programa, e fui à luta. É bem simples inclusive, quelquer macaquinho treinado consegue. O difícil, é falar ao microfone. Sozinha, na sala eu e o microfone. Não consigo. Me sinto ridícula, imbecil e não tenho que falar. Na vida real eu sou falante, mas gravar um monólogo, está difícil.

Tentei montar um roteiro, mas mesmo assim ficou falso. Eu gravo algo, me ouço falando e meu sotaque caipira machuca meus ouvidos. Solto lá uns "porrrquê" ou "merrrda". Não fica bom, não dá. Por isso venho aqui pedir a ajuda de vocês, leitores.

Sugiram assuntos para um podcast ou enviem perguntas para mim. Vou responder pessoalmente em uma gravação e intercalar com músicas que ouço normalmente. Sei lá, só pra fazer o primeiro. Aí eu monto no fim de semana e posto aqui. Pode ser?

Preciso acabar com essa timidez...


19 de abr. de 2007

I will kill, Bill.

O estudante Sul Coreano psicótico que massacrou os estudantes na Virgínia tinha, entre as imagens que enviou à rede NBC, várias fotos dele fazendo poses "violentas". Uma chamou a atenção por ser muito semelhante a uma cena do maravilhoso filme "Oldboy", de Chan-wook Park, também sul-coreano.

O NY Times republicou então em seu blog um texto que havia saído no jornal tempos antes, criticando a violência excessiva do filme e um comentário de um leitor sobre a influência ruim que o filme trouxe aos jovens sul-coreanos.

Não tenho nada contra os americanos, quem lê meu blog sabe que eu admiro muitas coisas do espírito USA. Agora, hipocrisia, não é o meu forte.

Um grande meio de comunicação do país que produziu "Rambo", "Exterminador do Futuro", "Duro de Matar" e até os cults sanguinolentos do Tarantino não têm direito de criticar a violência de Oldboy. Isso é insanidade, principalmente porque a história da película mostra a própria violência como uma forma de autodestruição do personagem. Existe uma justificativa para ela, faz parte do contexto. Não é infundada como a imbecilidade do estudante frustrado e demente.

E antes de tudo, é um filme, uma história, baseado em um mangá japonês. E uma história ficcional só influencia um ser humano a ponto dele se colocar fisicamente no personagem, quando este é claramente um débil-mental de personalidade capenga.

O assassino foi cruel porque era um débil-mental psicopata, e NY Times dá valor a esse tipo de historinha pra boi dormir a fim de justificar o comportamento irracional do rapazinho perturbado.

Eu já disse que adoro o Bruce Lee?

Mas nem por isso eu saio dando voadoras aleatórias pelas ruas gritando "uóooooooaaah".

Só quando me provocam. (ui, uoáaaahhhaaaah!)