27 de abr. de 2006

Ah, vá lá

Tenho uma coluna humilde sincera, onde tento escrever regularmente, dado às mazelas do dia-a-dia que às vezes me impedem de fazê-lo. Tenho muito carinho pela dita cuja, principalmente porque faz com que minha existência não seja tão insignificante. Há algo de muito bacana em saber que pessoas lêem o que você escreve, mesmo que seja um monte de baboseiras sobre como você entende a vida.

Não tenho pretensão em ser escritora, entendam. É que eu realmente acho grandioso alguém perder tempo lendo alguma coisa que escrevi. Mesmo que sejam segundos, mesmo que seja um anúncio de privadas ou de balas sabor tutti-frutti. Mesmo que seja alguém que não entende porra nenhuma ou que simplesmente acha tudo uma merda mas é masoquista e sádico, porque depois tem o direito de pensar "Oh mas que gigantesca massa fecal!" e ainda escreve ali no comentário.

Quanto à minha coluninha, fica na Revista Paradoxo, e escrevo há muito tempo. A foto é velha, e meu cabelo já não é mais daquele jeito. Eu não gosto muito daquela foto ali, mas sabe como é, talvez é minha cara de "doidinha" que chame a atenção da pessoas para ler. Pessoas que fantasiam como eu realmente sou. Minha cara está lá, é uma propaganda de mim mesma. Como em todas as coluninhas do mundo, colocam fotinhas da cara do sujeito que as escreve. Só pra você pensar "mas então essa é a fuça dele hãm!".

Se ainda estiver interessado, vá lá.

E se achar tudo uma bola fecal, beleza. Eu não vou parar.

26 de abr. de 2006

Blonde Ambition


Aos catorze anos pintei minhas longas madeixas castanhas (eram castanhas? já não me lembro) de loiro. Havia algo em Marylin, em Madonna, em Deborah Harry e nas strippers de Las Vegas que me encantava. A loirice pode significar muitas coisas para uma menina nerd de catorze anos, talvez uma demonstração de poder, ambição e biscatisse. É, toda loira tem um quê de biscate. Calma, sua mãe pode ser loira, não estou ofendendo, mas é verdade. Talvez a senhora sua mãe seja uma mulher inteligentíssima mas com um quê de "fatality".

Olhe para todas as loiras da humanidade. Qual delas foi um gênio? Não me recordo de nenhuma. Não me levem à mal, mas loira foi feita para ser "uma lôra". Eu, então com 17 anos, notei que ser sumariamente chamada pelas ruas de "ô lôra" não me agradava. Então parti para outras gamas de cores.

Inclusive roxo, até recentemente.

Agora cá estou eu novamente,sete anos depois, sob a influência nórdica e dos tubos de imédia excellence loiro cinza ultra-claro.
Estou estranhando, devo admitir. Não olho no espelho e me reconheço com essa coisa loira em cima da minha cabeça. Já recebi o carinhoso apelido de "raposa do ártico", o que não é tão ofensivo. Quando estava com o cabelo meio roxo, meio loiro, meio laranja e meio *&¨*% me chamaram de "ratão da pradaria". Houve melhoras, vamos convir.


O fato é que não me acostumo com a cor dos meus cabelos. Talvez seja um distúrbio de personalidade, um novo quadro psiquiátrico a ser pesquisado ou simplesmente a eterna dúvida feminina focada somente (e com força total) na massa de queratina sobre meu crânio.
Já brinquei de uni-duni-tê em lojas de cosméticos, frente aos tubos de tinta, algo como "que cor de cabelos eu terei nos próximos dias?" Oh o mistério! A aventura ao secar os fios cheirando a amônia e ver o resultado de sua mais recente imbecilidade. Como um playmobil de uma criança indecisa, minha peruquinha vive sendo trocada e destrocada.

Não posso negar que é divertido.

Até que meu cabelo caia.

20 de abr. de 2006

Disassociação


Porque se a "Amizade virar paixão" alguém vai empurrar a cabeça da mulher para baixo? A foto não me sugere amizade, ou paixão, ou quando uma vira a outra. A mulher tem sua cabeça empurrada e assim mesmo continua sorrindo. Imagino porquê...Imagem retirada do site do IG.








Publicado no NY Times dia dez de abril. or-KOO-chee! O Brazil é ridículo mesmo. Quando quer ser ridículo, consegue, quando não quer ser, piora.













Para acessar uma exposição de arte bacaninha inspirada em elementos da época em que você jogava nintendinho, é só clicar na figura. Bons tempos... Mas melhores agora com playstations e derivados. Aqueles eram bons tempos mesmo, mas eu garanto, jogar Zelda no Game Cube com trucentos mil pixels é muito melhor. Chega de saudosismo das coisas com baixa resolução.










E é com a foto do "Tio do Bigode" fantasiado de coração (???) que eu encerro este post inútil e desejo a todos um ótimo feriado.

19 de abr. de 2006

The universe is universal.

Para quem não assiste os programas da Igreja Universal, eu recomendo.Você pode ter momentos agradáveis rindo da desgraça que o Edir Macedo inventou ou ficar revoltado (ui ui ui) em como eles enganam o povo .

Eu dou risada porque o povo é burro pra caralho, e faz questão de continuar assim. Gente imbecil por escolha própria não merece piedade.

Note como a voz dos bispos, corte de cabelo, trejeitos, o sotaque carioca (mesmo que o cara venha de Piracicaba) são iguais aos do Edir. Pois é, provavelmente eles passam por um curso básico de "Como tornar-se Edir Macedo em 15 passos".

As ações são pateticamente engraçadas. Eles "dão" de tudo para os fiéis. Óleo, perfume, sabonete, medalhinha, pedaços de TNT (um tipo de papel sintético) com estrelas de Davi impressas ou orações e sabe-se mais que vão inventar. Tudo simboliza alguma passagem bíblica nonsense (qual não é?). No caso do óleo por exemplo, minha ex-empregada me disse que era assim: Você levava um litro de óleo uma semana antes, para ser "abençoado". Depois entregavam um vidrinho com cerca de 10ml de óleo bento de volta. Porra gente, é milagre mesmo, um litro de óleo vira dez mililitros!

Tipo, agora os pastores convidam as pessoas para levarem roupas velhas para o Templo da Perdição (oops) e rasgarem no meio do culto, Isso, uma coisa meio animalesca. O pastor na TV justificou a rasgação, dizendo que nos tempos bíblicos, as pessoas revoltadas rasgavam as próprias roupas. Bom, elas também incendiavam casas, crucificavam e apedrejavam pessoas, mas é preciso pelo menos um pouco de bom senso não?

Eu me mato de rir como eles culpam os encostos por tudo que acontece no mundo. Tem gente que culpa o Bush, eles culpam os encostos.

Encosto. Só exorcizando. Descarrego mizifi. Aliás quanta contradição - Falam mal das religiões afro mas adoram adotar os ícones que elas têm. Acreditam na força da macumba. Imagino o Edir Macedo lançando raios pelos olhos, acertando Exu, que dá uma meia-lua-de compasso na cabeça do bispo e pimba!


Eu sei que falar mal da Universal é clichêzão, mas estou dizendo que há um lado ridiculamente engraçado em tudo isso.

Ah pra fechar o post gigante com chave de ouro: O Macedão dia desses estava pregando em frente a uma lousa, explicando feito professor de cursinho a tênue linha entre o bem e o mal. Eis que ele fez um esquema com setas, e escreveu bem grandes palavras "do mal". Ele ficou pregando um tempão em frente daquilo, com uma seta gigante de BANDIDO apontada pra cabeçona dele.
Eu devia ter feito uma foto, mas juro que é verdade.
Aliás o Edirzão tem esse site magnifíco para comentar o Fim do Mundo. Imperdível! (atente para os efeitos especiais!).

Há humor na desgraça. Encontre você também.

18 de abr. de 2006

Subject: RE: RE: Fotos da Lurdinha

Você curte um sexo pesado.Tudo bem.
Você curte uma surubinha.Beleza.
Uma surubinha com pessoas aleatórias, de sexos aleatórios? Pode mandar bronca.
Um fio terra aqui, uma sodomizaçãozinha básica? Arrã.

Enquanto estiver lá, saltitando com anões fantasiados de escravos romanos e vibradores ultra-sônicos, lembre-se de que por mais que tudo esteja lindo, algum dos elementos presentes pode estar fotografando e até filmando sua performance. Por mais que você se interesse em apreciar futuramente toda sua liberdade sexual, não é nada recomendável.

Essa menina é prova viva (e queimada) do que pode acontecer.
Tanta gente se fode com isso; sua vizinha, a amiga da sua prima, até o Colin Farrel... E os pervertidos não aprendem.

Que mania de fazer "momento kodak" onde não deve. O que pretendem "eternizando" este registro de sua vida íntima? Depois vão mostrar pra tia Neide no almoço de Natal? "Olha só como a Lurdinha abre as pernas tia! Olha aqui, ela aguenta dois de uma vez, no mesmo lugar! Foi lindo tia, a senhora tinha que ver!"

17 de abr. de 2006

Brrr...

O frio chegou na capitar. Fui pega de calças curtas. Sim, hoje eu resolvi sair de casa com calças curtas e minhas pernas parecem dois aspargos congelados. Sem contar o casaquinho insosso que eu estou usando. Casaquinho é uma invenção meio cretina, principalmente pelo fato que ele não esquenta. É um casaquinho. Inho.

Apesar de eu ser uma fresca que não gosta nem de frio nem de calor (o mundo devia ter 23ºC sempre), o frio é gostoso em determinados momentos:

Como quando você está sentada embaixo de cobertas fofinhas e cheirosas, tomando alguma coisa alcóolica que aconchega o seu cérebro. Conhaque. Dreher. Desce macio e reanima.

Lareiras, ah sim, o som da madeira estalando, fondue, taças de vinho, aquela luz amarelada, você de pulôver branco com gola rulê e ele, usando um suéter verde com losangos vermelhos...Espera, estou olhando para a capa de um folheto de hotel em Joinville. Ugh.

Fumacinha saindo da boca. Uma das poucas diversões dos povos tropicais que convivem com um certo friozinho. Adoro fumacinha saindo da boca. Exceto quando estou fumando ao ar livre. Assopro a fumaça do cigarro e nunca sei quando ela acaba e quando começa a fumacinha natural. Sempre fico sem fôlego.

Cervejas fortes. Você toma aquela cerveja alemã maravilhosa feita para pessoas que não sentam e pedem alguma coisa "stupidamenth gelaaaaaaada" para beber. Tomar uma pint de guiness tem algo de poético quando está frio.

Chás, caldos, consommés. E sou tão viciada em sopas que tomo no calor e fico suando feito tiozão churrasqueiro. Mesmo escorrendo, eu tomo 3 litros de sopa fervendo. Hidrata e desidrata ao mesmo tempo. Ah, eu e minhas contradições...

Sua maquiagem não derrete, seu desodorante não pede clemência. No frio é mais fácil ficar apresentável. Nada de cara ensebada brilhando feito refletor de caminhão, nada de cheiro acebolado exalando de seus poros.

Gosto da sensação de sentir frio e depois ficar quentinha rápido. Sabe quando você aproxima seus pés petrificados do aquecedor? Ou quando deita na cama depois de ter ligado o secador de cabelo embaixo das cobertas? Mmm...

Mas como ninguém sabe da meteorologia de amanhã, vou aproveitar essa ondinha de frio para tomar um Dreher junto com caldinho de feijão, empilhar cobertas sobre minhas pernas e ainda colocar o cachorro no topo dessa montanha. E fumar na janela para sair fumacinha.

Tudo hoje mesmo.

13 de abr. de 2006

Ou, Tia!

As feministas francesas (que raça) estão nervosas com os títulos madame ou mademoiselle, dizendo que é ofensivo, repressor e tal e coisa e coisa e tal. Querem abolir do cardápio (menu) de palavras ditas no dia-a-dia o mademoiselle e deixar só o madame. E pronto, todo mundo feliz! Bom, pelo menos as francesas cheirando a queijo brie e com o sovaco cabeludo sem sutiã ficariam felizes.

O que me oprime é ser chamada de "tia". Gosto de ouvir "moça" ou "mocinha". Tia é como passar arame farpado na gengiva. SE quiserem me chamam de "Ou". "OU, abre isso aqui" "OU, você está com algo nos dentes!". Mas tia não.

Lembro-me (com muito pesar) da primeira vez que me chamaram de tia. Veja só, eu tinha 14 anos. Isso, catorze. Eu estava no elevador, entrou um menino de uns 6 anos. "Tia aperta o 9 pra mim?". Arrã. Eu perguntei "Por quê você me chamou de tia?" O garotinho: "Porque você é maior do que eu!" Ele me viu assim, a tia da escolinha. Não doeu tanto (pudera, com 14 anos você acha que nunca vai ficar velha).

Então, na minha honesta opinião, as moças brasileiras (e as tiazinhas, tias e tiazonas) deveriam fazer uma exigência formalizada para retirar a palavra "tia" do vocabulário. "Mas e as irmãs dos meus pais?". Inventem outra palavra. Nada justifica eu ser chamada de tia.

Acho que vou chamar umas feministas francesas para apoiar a causa. Ou melhor, não.

Feministas fedem. Literalmente.

12 de abr. de 2006

Muita Tosqueira pra Ver

Estava lá eu, sentada em meu sofá, comendo bifes de contra-filé quando liguei a TV. O PC lá de casa explodiu, portanto, sem DVD para assistir. E como eu odeio jantar sentada no sofá sozinha em silêncio, liguei a velha Gradiente 21 polegadas. Veja bem, não temos antena nem nada, portanto a TV sintoniza apenas três canais. MTV, Shoptime e um tal de NGC ou algo assim. Como shoptime não é uma companhia agradável e no NGC tinha uma vovó gorda ensinando receita de salpicão com uvas passas (enojante), o jeito foi colocar na MTV.
Ah, the horror, the horror.
O que há de errado com esse povo? Quem está por trás disso? Quem em sã consciência faz programas tão cretinos com apresentadores ruins? Tudo bem, estamos no Brasil, não podemos exigir muito do cérebro de "produtores televisivos" mas cacete, alguém devia perceber que há merda no ar.
Assisti o tal de Yo-Dog ou algo assim. Não entendi nada até agora. Me perguntei se estou velha demais para entender, ou se realmente a MTV virou canal para a molecada EMO-Fourteen Years old desse mundo. É a segunda opinião, só pode ser. Existe até um programa de "meninos VS meninas". Constrangedor! Os apresentadores Cazé e Marina fazem cara de "por favor atirem no meu cérebro" enquanto perguntam "Quem consegue comer mais brigadeiro em um minuto?". Argh!
Se bem que, vocês "hão" de concordar comigo: a MTV nunca prestou de verdade. Ela tem seus momentos, mas nunca uma massa verdadeiramente bacana de coisas.
Presta para ver clipes (raros bons).
Eu perdôo o Hermes e Renato. Esses eu perdôo mesmo.

10 de abr. de 2006

Plunct-Plact-Zoom

O cosmonauta brasileiro voltou. Trouxe com ele brotos de feijão cultivados em algodão. Impressionante como eu fazia a mesma coisa na segunda série. Experiências de alto valor científico eu diria. Para todos os brasileiros, esse é o experimento com o qual mais nos identificamos,pelo qual temos um carinho especial, e por isso, teve de ser realizado no espaço.

Agora, existem outros experimentos que representam nosso povo, e que lá, navegando pelo cosmos com o Marcos César Pontes, o vulgo "sorrisinho" teriam uma significância maior.
Sorriso em seu momento"Padroeiro do Espaço"

Vejamos:

- Poderíamos ver um sujeito enchendo a boca de farinha de mandioca e depois gritando "farofa" na cara do colega russo ao lado. Placas de farinha e baba...Hmm como se comportam na gravidade alterada?

- Assar pequenos pedaços de carne até virarem carvão. Eu gostaria de saber como se comporta o churrasquinho de gato na galáxia. Tornaria-se novamente um ser vivo, dotado de um sistema nervoso funcional? O mundo finalmente se curvaria pela capacidade deste "lindjio" país em criar vida a partir de pedaços amorfos de carne! Apesar de que a Preta Gil sempre esteve aí para provar essa teoria.

- Colocar uma bunda feminina com 120cm de circunferência e 16 quilos de massa dentro da cabine descompressora. Como se movimenta no vácuo ao dançar um "funk batidão proibidão"?

- Como um bode caga no espaço?

- É possível sintonizar a Globo em órbita e assistir a novela das oito sem distorção de imagens?

- Como a Glória Maria o Pedro Bial e o Zeca Camargo cagam no espaço?

- Na gravidade alterada, como fica a língua "prefa" do Lula?

- Falando nele: Como o Lula caga no espaço?

7 de abr. de 2006

Acabei de ler em um pop up internético: "Páscoa, época de ficar com a pele radiante" e a foto de uma moçoila com a cara embatumada de chocolate.
Seguido das seguintes chamadas:

"A massagem Esplendorosa complementa esta maravilha que é a máscara de chocolate com ouro. O tratamento oferece energia e bem-estar, equilíbrio e harmonia."
"Uma antiga prática de estética envolta pela milenar sedução do chocolate e do ouro, produtos relacionados à história da humanidade."

Até que ponto essa cretinice pode chegar?

Uma vez entrei em uma clínica de estética e me surpreendi com o fato de que é muito fácil enganar mulheres. Milhares de máquinas com nomes que parecem saídos de Star Trek - "Laser-Fly" "Russian Waves" "Ray Sculptra","Manthus" - prometiam deixar sua bunda dura, a celulite desaparece, sua cara macia e tonificada, seus seios rígidos, sua boca carnuda, sua cintura fina, seus pés suaves, suas mãos hidratadas.

São choques, alfinetadas, tremores, calores, sucções, apertos, beliscadas que fazem você sair de lá "uma nova mulher". Com muitos hematomas.

Ninguém se preocupa muito em saber como essas coisas funcionam. Na verdade as clínicas estéticas no Brasil se multiplicam, vendendo tratamentos em pacotes especiais "Pague em 40 vezes de 300 reais, são 10 sessões de Blue-Ray Tonific". Carésimo. Muita gente paga, mas ninguém parou para se perguntar se existem estudos que comprovam a eficiência desses trambolhos.

A estratégia de vendas é sempre a mesma "vamos ativar sua pele" "princípios ativos" "quebrar moleculas de gordura" "reestruturação celular". Esses termos caem como iscas na cabeça das mulheres desesperadas.

Se tomar choque, esquentar o traseiro em um forno e esfregar a cintura com óleo realmente é uma forma de reestruturar células, os cientistas do planeta deviam mergulhar em um ofurô com geléia de algas marroquinas para fazer descobertas revolucionárias, como tipo, entre uma jato de hidro e outro, encontrar a cura do Câncer.

Enquanto isso a dona Neide está lá besuntada com argila, embrulhada em papel plástico, com eletrodos espalhados na buzanfa achando que daqui mais 3 sessões de "Prime Pure Body" ela vai ficar esplendorosa.

Ah vai.

5 de abr. de 2006

Jesus Shaves



Não criei esse logo. Ele existe, e faz parte de uma campanha para convencer atrizes pornôs e profissionais do mercado sexual em geral, de que Jesus ama todo mundo, mesmo.
Não se pode negar que atrizes pornô em geral fazem uma grande publicidade religiosa. Enquanto "passam" pelo seu ganha pão, estão sempre pregando o nome do Senhor e seus congruentes.
Oh God! Oh God!

Ohhn Jesus! Mmmm Jesus!

Oh yeah, Holy Mother of God!

4 de abr. de 2006

Blow away

Ontem depois de dois bilhões de anos resolvi sair para dançar. É, eu adoro fazer isso (não necessariamente às segundas-feiras, cheguei 3 horas atrasada no trabalho).

Como foi?

O engraçado é que mesmo estando em cidades grandes e todo mundo fazendo pose de cosmopolita, as pessoas são muito ignorantes. Burras mesmo, de dar desgosto.
Veja, eu não me acho "intelijenti" mas pra tudo tem um limite.

Depois de ouvir B-52's e um mané do meu lado dizer que era Joy Division, mantendo a pose de algum vocalista daquelas bandinhas nova iorquinas "The Algumas Coisas", com o cabelinho na testa e tudo, eu quis bater a cabeça na parede.

Tudo é enjoativo, todo mundo me parece bobo demais, sem graça demais, poser demais. Ficam cheirando pó pra pensar que são queridos, que todo mundo tá olhando e "oh eu sou tão foda".

Pessoas nunca vistas antes querem ser seus amigos, sorridentes, com olhos arregalados de quem mandou três carreirinhas ali na mesa. Descontrolados chacoalham os braços, falam cuspindo na sua cara um monte de palavras desconexas, jogadas ao vento, intercaladas com gírias "in right now". E pegam no seu braço (parece que precisam encostar em você) e riem de si mesmos com tanta força que parece que vão explodir os intestinos nas calças.

Depois de olhar para os lados e me ver cercada de menininhas que acham que ser punk é gostar de Sex Pistols, descolorir o cabelo e cheirar pó até encostar a mão na lua, eu desisiti de me preocupar. Peguei minha lata de cerveja de seis reais (heineken ainda por cima) e me pus a dançar sem virar a cabeça para lado nenhum.

Porque afinal de contas, é pra isso que eu estava lá.

*PS: Naquela muvuca de cretinos eu só não me sentia sozinha porque estava acompanhada da minha "mais querida", que eu adoro de paixão.
E senti saudades monstras do meu "mais amado", que odeia sair pra dançar. (não foi, tomei mil cantadas e fiquei me achando "gostozézzima")

Aff.